E agora?
19 nov
Finalmeeeente! O que é que foi essa semana? Um trabalho de parto longuíssimo, mas no fim, nasceu. Pesando cerca de 4605kb, e com quase 90 páginas. De cesárea, porque o negócio não queria sair de jeito nenhum!!! Mas enfim… Já era. Trabalho de conclusão de curso, esse corpo não te pertence mais!
Vou tirar um tempinho até meados da semana que vem sem pensar nisso, porque na próxima quarta-feira (dia 2 de dezembro) já é a apresentação! E com tanta informação vai ser bem difícil selecionar o que vou falar nos 10 minutos que tenho… mesmo com a divisão de conteúdos que já fizemos! Ao mesmo tempo tô bem tranqüila, sabe. Aliviada por finalmente estar terminando mais essa fase, e poder lavar as louças que se acumulam na cozinha do apartamento desde que cheguei!!!
Com o final da faculdade, começam aquele monte de dúvidas e questionamentos. O que fazer da vida agora? Bom, nunca mencionei nada antes aqui porque tenho deixado as coisas rolarem. Sempre que me perguntam (e muita gente pergunta, óbvio) a respeito, digo que a minha prioridade é acabar e apresentar essa bola de neve monstruosa que virou o meu TCC. Depois de dezembro, decido o que faço… claro que tenho uma listinha de planos e coisas pra fazer além de comprar mobília e me mudar pra Curitiba. Coisas que eu quero fazer há um tempo já, como um bom curso de WebDesign, ou quem sabe o curso de Mídias Digitais da Lemon Portfolio School. Também estou de olho numa pós em Gestão e Assessoria de Comunicação Móvel que abriu esse ano na Tuiuti, mas tudo isso no momento são meras possibilidades.
Antes de tudo, preciso de um em-pre-go. Sério. Depois de quase 23 anos estudando loucamente (afinal, entrei na creche com 1 ano e desde então não parei mais), não vejo a hora de colocar a mão na massa! Só preciso de uma oportunidade digna, porque admito que todas as que tive até agora foram no mínimo frustrantes. Quero ser desafiada. E foi por isso que me inscrevi em alguns processos de Trainee, mesmo considerando as chances de passar em alguns deles praticamente nula. Tenho pouca experiência profissional e nunca morei no exterior. O mais longe que fui foram os 10 dias que passei em Buenos Aires ano passado. E apesar de estar estudando em uma ótima universidade e fazendo um curso que acredito e amo, ainda assim é necessário ser realista.
Mesmo desacreditando das possibilidades, fui chamada mês passado pra dinâmica da RBS – Rede Brasil Sul de Comunicação em Florianópolis. E eu fui. Minha primeira dinâmica de trainee, na qual aprendi que quase todo mundo que tenta essas coisas já morou fora, e que é bem difícil lidar com algumas pessoas disputando poucas vagas nesse tipo de processo. Chegou uma hora da discussão que simplesmente desisti de discutir com o pavão do grupo (Sabe aquele sujeito que gosta de chamar a atenção? Que fez não sei quantos cursos e morou em não sei quantos países e que sabe que não, sua tentativa não vai dar certo – mas a idéia dele, é claro, vai? Esse é o pavão) e acabei me anulando. Ainda estou aguardando a resposta da dinâmica, que por sinal era pra sair essa semana, mas admito, bem desesperançosa, apesar de gostar bastante da idéia de trabalhar na RBS, principalmente por causa dos portais de internet que eles tem.
Dai semana passada estava em Londrina tendo orientação de TCC quando meu telefone toca. Número não identificado, desligo. Toca de novo. Era da Editora Abril, pra avisar que eu havia sido selecionada para fazer as entrevistas da segunda fase do Curso Abril. Um milhão de coisas passaram pela minha cabeça, e tudo que senti se resume a vontade de sair gritando. Tchau orientação de TCC. Mas enfim… acabei comemorando sozinha na casa da sogra numa sexta-feira a noite, porque estava em Londrina pra bater as fotos do convite de formatura no sábado de manhã. Dá pra acreditar?
Minha entrevista foi ontem. Durante um bom tempo me perguntei o que apresentaria quando a produtora do curso que me ligou disse que eu deveria levar portifólio. Me inscrevi pra mídias digitais, e eu não tinha a menor idéia do que o povo da categoria apresentaria. Montei uma apresentação no KeyNote sobre os artigos científicos que tenho publicado na área, e sobre as diversas mídias que estou presente, e sobre meus blogs e tal, e no fim nem usei. A entrevista foi bem descontraída, informal. Curti bastante, e voltei super animada com a possibilidade de fazer o curso e quem sabe trabalhar lá. Ir morar em São Paulo nessa altura do campeonato seria uma reviravolta enorme, mas pra quem não tem NADA aqui além de uma casa, seria uma oportunidade inimaginável. O resultado sai em dezembro, ou seja, dá pra esticar e esperar mesmo até depois do TCC pra ver o que faço.
Saí da entrevista cheia de planos, e com muita vontade de fazer coisas que nunca fiz e tentar coisas novas e tudo isso. É um sentimento bom de final de curso. Tem gente que diz que o final de faculdade é frustrante, desesperador e tudo isso, mas pra mim tem sido uma época bem feliz, de finalmente me libertar de todas as amarras e pensar naquilo que eu amo fazer de verdade. Como diz o Steve Jobs, você tem que correr atrás e encontrar aquilo que você ama e confiar no seu coração quando sentir isso. Admito que ainda não encontrei o que eu amo fazer, apesar de acreditar seriamente que vou chegar lá…
Então, esses são os meus planos. Uma coisa de cada vez. Estou aberta a todas as oportunididades, e acredito que o que meu está guardado. Se não rolar o Curso Abril, nem a RBS, provavelmente vou viajar, passar um tempo fora, estudar, trabalhar e quem sabe tentar tudo de novo ano que vem. Só queria compartilhar tudo aqui pra mostrar que o fim de faculdade não é esse drama que todo mundo diz. O drama é coisa da sua cabeça. Se você ficar sentado esperando na cadeira, as coisas não vão acontecer sozinha. Sucesso não cai do céu.
Mais uma vez citando o tio Steve,
Stay Hungry, stay foolish.


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