Rabiscos

Atenção: Esse post foi escrito em 2011, na mesma época que fiz a tal da tatuagem. Outro dia o Rafael me mostrou esse vídeo editado informalmente por ele, e lembrei que nunca tive coragem de publicar sobre isso aqui. Então lá vai.

Apesar de considerar o Laços&Tachas meu blog pessoal (já repararam que nunca posto nada aleatoriamente aleatório aqui? Sempre são coisas que fiz, coisas que gosto e a minha visão do mundo que prevalecem), acho que nunca postei nada tão pessoal quando a história que vou contar nesse post. E embora eu saiba que esse blog é público e qualquer um pode entrar e ler, sei também que tem algumas meninas que conheci graças ao blog que acabam se aproximando e gostando dele exatamente por isso, e enfim, essa a minha visão do que um blog tem que ser e é por isso que decidi compartilhar essa experiência aqui.

Há uns 7 anos, quando era praticamente uma pós-adolescente que não tinha nem chego ainda na casa dos 20, passei um período bem complicado “na vida”. Foram vários anos de decisões não-tomadas que se acumularam, uma época em que simplesmente vivi da maneira que parecia mais cômoda. Claro que durante muito tempo me senti muito dona do meu nariz e me recusei a enxergar tudo isso, até que um desses tapas na cara que a vida te dá me obrigou a olhar pra trás e pensar em tudo o que eu tinha feito até ali. E a sensação não foi das melhores.

Fiquei uns bons meses presa nessa situação. Embora na época tudo parecesse culpa de dois namoros em sequência, que não terminaram da melhor maneira, hoje em dia sou bem adulta pra perceber que esse era o menor dos problemas que eu tinha naquela época. Os meus relacionamentos complicados (ou o jeito que eu complicava eles) eram o canal de escape pra tantos sentimentos que fui completamente incapaz de lidar. De alguma maneira, acabei afundando mais e mais nesse meu lado negro, emagreci de uma maneira assustadora e isso fez com que a minha mãe me levasse numa psiquiatra, que me receitou anti-ansiolíticos e antidepressivos tudo de uma vez só, tudo pra, de alguma maneira, freiar aquele monstro autodestrutivo dentro de mim…

Paralelo a isso, fiz terapia e desenvolvi minhas próprias terapias. Quando comecei a me entender melhor, me recusei a virar refém de mim mesma e dos meus dramas. Ouvir músicas que motivassem a sentir algo novo e a querer viver mais acabaram me ajudando a sair do tal buraco onde tinha me enfiado. Claro que isso envolveu movimentos muito maiores, acabou me levando até Londrina e me deu toda uma nova perspectiva de vida. Mas foi no meio dessa trajetória que ouvi muito uma banda que já conhecia e gostava antes, mas que depois disso tudo passou a significar muito mais pra mim.

Essa banda, bastante cultuada entre os fãs de hardcore, se chama Hot Water Music. Embora o primeiro álbum que eu tenha ouvido (e viciado) seja o Caution, meu favorito é o No Division, lançado em 1999, época em que eu ainda nem tinha entrado nesse meio. Esse álbum conta com algumas letras e melódias poderosas, que me marcaram pra vida. As coisas que estão ali são, de alguma maneira, crenças que sempre foram minhas e que eu poderia falar horas sobre elas. At the end of a gun me dá vontade de chorar (de emoção!) cada vez que o iPod Shuffle resolve começar meu dia com ela, só procês terem uma idéia.

Mas é em It’s hard to know que o bicho pega mesmo. Li outro dia em uma entrevista com o Chris Wollard que essa música foi escrita para o filho dele, que nasceu quando ele ainda era jovem e com quem não ele tinha muito contato por causa das intermináveis turnês. A letra é tão f*da que inspirou a mais recente das minhas tatuagens, feita semana passada com o Christofer Pypcak no estúdo do Edu Mecca (que fez a minha andorinha há 6 anos) aqui em Curitiba.

Fiquei durante anos planejando como isso iria virar tatuagem (já que sempre carreguei a mensagem comigo, de um jeito ou de outro), e ela acabou saindo ali, no antebraço, na forma da frase mais marcante da música. Que signfica tanto pra mim que eu não podia deixar de compartilhar aqui com vocês (a arte final da tatuagem deve aparecer mais pra frente aqui em algum look do dia!).

we couldn’t help but cry,
when we were brought to life
drug out by the cold slapped a few times,
to the rhythm of the flickering lights
with tightly closed sore eyes
we grow,
to either be or hate what’s cold
and that’s when we learn to know

to run
don’t follow
lead a life the best we know

it’s hard to find your way through the darkness,
it’s hard to know what to believe
but if you live by your heart and value the love that you find,
when you have all you need

to run
don’t follow
lead a life the best we know

let’s talk about an independent stand
let’s talk about free form thought
it’s not about living under command
so don’t get caught

i get knocked down and then i get back up
live your heart and never follow
i’ll speak my mind you can’t cover it up
live your heart and never follow
i’m picking up the pieces as they break and fall
live your heart and never follow
i’ll take on every day standing up, standing tall
live your heart and never follow

live your heart and never follow
live your heart and never follow
live your heart and never follow

tattooing

Páscoa no Interior

Road Trip

Pegamos estrada no feriado e passamos a Páscoa no interiorzão do norte paranaense, onde vivem os pais do Rafael. Já faz uns anos que eles trocaram a vida da cidade pelo campo. No sítio não tem internet nem sinal de celular (o único telefone disponível funciona graças a uma antena de retransmissão instalada em um morro próximo), então deu pra desconectar e descansar bastante, curtir o silêncio e aproveitar pra brincar com os bichos.

Levamos as câmeras e aproveitamos pra registrar alguns momentos desse sossego (sem glamour nenhum, como tem que ser =p).

roadtrip

orta

wire

sitio2

nay_sitio2

fuba3

fubadog

fuba

rafael_gatinho

gatinho2

gatinho3

gatinho

belinha

nay_sitio

pretinha

pingodog

nay_rafael_sitio

Sobre as coleções especiais da C&A e minha wishlist da nova coleção da Carina Duek

Posso pular as desculpas de sempre e voltar a blogar como se nada tivesse acontecido? Não dou conta de manter isso atualizado, assim como não dou conta de fazer outro milhão de coisas que queria fazer na minha vida. Acho que já deu pra se acostumar com isso, né? ;)

Imagem

Essa semana tem mais uma coleção da Carina Duek (Carina who?) para C&A, e dois ou três anos depois do início da febre continuo empolgada com essas coleções especiais que a C&A lança, mesmo que muitas vezes eu nem conheça quem é o autor da coleção, haha.

Acaba sendo uma boa chance de abastecer o guarda-roupa com peças bonitinhas com um pouco de personalidade, já que essas coleções geralmente são melhores que as peças “tradicionais” das redes de fast fashion, apesar de que sempre tem que rolar uma avaliada geral antes da decisão de correr para a loja.

minhas_compras_c&a_2012

Ano passado me acabei nas da Maria Filó (jaqueta de couro fake, camisa estampada, cardigã com botões dourados) e Andrea Marques (blazer oversided preto, mais uma camisa estampada e até um cinto de couro), mas pulei completamente a da Mixed (não combina comigo) e comprei só uma saia plissada, bem por por acaso, na da Dress To. Fui dar uma passadinha bem depois do lançamento na loja e ela estava lá, fofinha, e eu já queria mesmo uma saia plissada preta.

O rombo orçamentário do ano pra mim mesmo foi a primeira coleção da Santa Lolla (3 sapatilhas, uma sandália rasteira, duas clutches e dois cintos – falência), mas como realmente não estou mais precisando de NADA depois disso consegui evitar completamente a segunda coleção. Ok, fui na loja dar uma olhada e não tive vontade de comprar nada. #bigwin.

Eu mal me recuperei dessas faturas do cartão e a C&A postou no Facebook as peças da segunda coleção da Carina Duek. Tenho um shortinho de couro da primeira – lançada lá em 2011, mas que na época não me empolgou muito, e achei que dessa vez ia ser mais ou menos igual.Imagem

Mas dando uma avaliada geral, terça-feira, se a loja do Barigui (única que vai receber a coleção em Curitiba) estiver bem abastecida, lá vem mais um rombo no orçamento: tô morrendo por essas duas jaquetas, sendo que eu nem preciso de jaqueta nova. São cores pouco exploradas no meu guarda-roupa (quase que totalmente preto & cinza) e olhando por cima, pretendo *priorizar* a jaqueta bomber (?) branca, apesar de que essa biker marrom cairia super bem nesse meu momento também.

Se essa legging de couro vestir bem, não vai ter como deixar ela lá na loja, e isso também vale pros dois vestidos. O preto tá bem básico, fofo & sexy, do tipo que vou usar horrores e vai quebrar muitos galhos, e o de manga 3/4 é ótimo pra quem tem o braço tatuado usar em ocasiões familiares.

E já que nunca falei sobre isso aqui: amo as minhas tatuagens (tô juntando dinheiro pra terminar logo de fechar o braço direito!), mas sei que elas são chocantes especialmente pro povo mais velho, e como eu não sou bem o tipo que gosta de chocar nessas situações (aka não-curto-virar-o-centro-das-atenções) prefiro usar roupas que as mantenham bem cobertas! ;D

O shorts de couro e a regatinha com renda tão ali na montagem porque gostei bastante deles, mas não são nenhuma prioridade. Combinam comigo, ornariam bem no guarda-roupa, mas não é algo que preciso agora. Como sei que nem sempre encontro o que eu procuro nessas coleções, talvez acabem vindo pra casa se não tiver o resto das coisas, ou se a legging vestir mal e o shorts ficar bom e tal…

No fim das contas, preciso fazer um desabafo: tenho me esforçado (bastante) pra ter um closet mais funcional, que otimize o meu o dia-a-dia, e no fim vejo que a minha opção são sempre peças neutras, que combinam entre si. Sei que enfio o pé-na-jaca com vontade nessas coleções, mas até que tenho conseguido me controlar bastante fora delas! Na hora de ir pro caixa, avalio o quanto de vezes vou usar aquela peça, quantos looks consigo montar e tudo isso e até consigo desistir de comprar as coisas antes de passar o cartão. =p

Talvez ainda não seja o suficiente pra rolar um equilíbrio entre tudo o que eu quero a longo e a curto prazo, mas continuo tentando, e já não acho que seja tão difícil chegar lá. No caso dessas peças, talvez seja a última grande compra do inverno, e olha, como o inverno curitibano é bem longo, frio e chuvoso e eu realmente não consigo desapegar do meu lado mulherzinha-Carrie Bradshaw-style (i like my money right where i can see it,  hanging in my closet) acho que até tô saindo no lucro já que essas peças são um meio termo entre o que eu tenho vontade de vestir e o que eu posso pagar, haha. =)

Se eu conseguir encontrá-las na loja, prometo que tento postar aqui essa semana ainda! =D