
Tudo bem que esse sábado foi “18 de maio” e não 16, mas não resisti à referência a música do Lagwagon que marcou a minha adolescência no título do post. Fazem uns 10 anos que todo ano, quando olho no calendário na data, lembro de um show deles que perdi em Balneário Camboriú lá por 2002! Bons tempos.
O look, aliás, é cheio de referências a essa época. Cresci e fiz muitos amigos indo em shows de hardcore (inclusive conheci o Rafael graças a isso!) e admito que esse passado influenciou grande parte do que eu sou hoje. Quando tô me sentindo triste e desanimada, ou precisando de um empurrão, acho que nada me empolga mais do que ouvir Hot Water Music (tenho um rascunho de post encaminhado sobre isso, aliás!), e naqueles dias que fico meio revoltada com o mundo sei que só Bad Religion salva.
Claro que meu gosto musical diversificou bastante com a tempo (só dar uma olhadinha no meu Last.FM pra comprovar isso), mas no fundo no fundo eu ainda gosto de me sentir aquela Nayara meio irônica (“espirituosa”, como um professor do colégio chamou uma vez) que não dava muita importância pro que os outros iam pensar. Ou ainda melhor, de ser aquela Nayara que gostava de fazer coisas inesperadas só pra sair do comum.
Não costumo comentar muito sobre essas coisas aqui, mas nas últimas passei por um processo seletivo de trainee meio tenso, cheguei até a última fase (depois de sete seletivas fiquei entre os 100 finalistas de quase 7 mil candidatos – eram 11 vagas) e foi impossível não me questionar sobre quem eu sou de verdade, até porque autoconhecimento é uma das competências avaliadas. Talvez em breve entre mais em detalhes (tenho pensando se vale a pena escrever sobre isso aqui), mas o fato é que se eu tivesse passado, sei que até o jeito que eu me visto teria que mudar. E apesar de gostar da ideia (já falei que gosto de mudanças, né?) de exercitar a criatividade em um trabalho mais formal, admito que sou bem apegada ao dresscode de agência!
E só pra marcar o fim desse processo seletivo (e o alívio de não precisar me preocupar em “formalizar” o guarda-roupa por enquanto!) fiz algo que eu estava almejando há algum tempo, e que não fazia porque tava no meio dessas dinâmicas: descolori e pintei as pontas do cabelo de turquesa!!!

Foi o grito de liberdade que eu tava precisando! Por mais que essa coisa de cabelo colorido esteja naquela lista de coisas que você não deve fazer quanto está mais perto dos 30 do que dos 20, não é algo que realmente importa pra mim. Pra quem não lembra, já tinha passado umas semanas (essas tintas desbotam super rápido!) com o cabelo rosa no começo do ano passado.
Mais uma vez fiz todo o processo em casa mesmo, misturando um pouco de tinta azul com a verde que serviu de base. Sei que o resultado não vai agradar todo mundo, mas assim como a versão rosa, me deixou bem feliz. Vai desbotar com o tempo e ainda não decidi o que vou fazer quando ficar sem paciência pra ficar retocando, mas enfim, vamos deixar pra pensar no que vem depois, depois.
Por enquanto vou aproveitar o cabelo colorido pra usar looks bem rockers como esse de hoje pra ir almoçar no Mercado Municipal e depois continuar o passeio de dona de casa no supermercado (mega programão de fim de semana, diz aí!).
Esse jeans skinny da Zara me lembra muito um da Triton que era minha marca registrada na adolescência (sempre ela!) pela carinha detonada. Sim, quando liberaram jeans no colégio (na oitava série!), eu já era rebelde sem causa e só usava jeans skinny e detonado. Usei tanto que uns anos atrás enjoei e até parei de usar, mas esse modelo é tão confortável que não resisti… Pra completar o look, meu velho companheiro da Nike (já apareceu em posts aqui e aqui), jaqueta de couro fake da coleção da Maria Filó para C&A, t-shirt básica de mescla cinza da Gap, scarf de caveiras (ainda chamam esses de McQueen inspired?) comprado numa dessas lojinhas de bijouteria genéricas por quinze reais, bucket bag da Renner (a mesma desse post) e relógio prata da Casio comprado no eBay (tô apaixonada por ele, pode?).
Apesar da combinação básica (tênis+jeans+jaqueta), a personalidade do look está nos detalhes. Adoro a versatilidade de combinar algumas peças-chave e não ter que me preocupar com muita coisa. Essa semana fez bastante frio em Curitiba, e se precisasse já tinha preparado um cardigã (daqueles já clássicos da Zara) pra usar por baixo da jaqueta. Com certeza não estragaria o visual e me deixaria ainda mais quentinha.





















