Imunoterapia e um pouco de vida.

Já se passaram mais de 2 meses desde a última vez que atualizei o blog, e apesar de ter sumido, não foi por falta de novidades. A verdade é que o final de ano e o meu aniversário sempre me deixam mais introspectiva… tanto que acabei preparando alguns posts que ficaram salvos nos drafts por pura falta de vontade de compartilhar as coisas.

E já que não postei desdo final do ano… ele é sempre meio tumultuado pra quem trabalha em agência, e o meu mais uma vez não foi muito diferente. Entrei de férias no dia 16 de dezembro, mas acabei ficando em Curitiba até o dia 20 porque já tinha agendado uma consulta com o alergista no começo do mês, e quando soube a data das férias não consegui adiantar a consulta. É mais ou menos sobre isso o primeiro post de 2012.

Pra quem não sabe, desde outubro do ano passado estou fazendo imunoterapia. Depois de pelo menos 6 anos sofrendo com uma rinite DO MAL, que me fez parar no hospital inúmeras vezes e engordar uns 8 quilos por causa dos corticoides que tomava pra controlar as crises (cada vez mais frequentes), resolvi “investir” em mim. É, investimento, porque essas vacinas não são nem um pouco baratas e é um tratamento longo, mas tenho que admitir que mesmo no começo, os resultados já são bem perceptíveis.

Sou alérgica desde que me entendo por gente, mas por algum motivo que não consigo explicar, a coisa só piorou depois que sai da casa dos meus pais, ou seja, depois dos 19 anos. E o mais bizarro de tudo, as maiores crises que eu tive foi enquanto estava lá, visitando eles.

Já tinha ido nuns 4 alergistas diferentes nesse período, e todos os exames davam basicamente o mesmo resultado: sou MUITO sensível a ácaros e um tanto sensível a pólen (de grama!). Coisas perfeitamente evitáveis, só que não. Sempre me indicavam fazer a tal da imunoterapia com vacinas, mas até bem pouco tempo atrás a única opção disponível era injetável, o que atrapalhava bastante.

Em Londrina, fui numa alergista que sugeriu o tal tratamento, sendo que eu teria que ir todos os dias de manhã até na clínica pra uma enfermeira aplicar a vacina, durante os 6 primeiros meses. E claro, além de pagar pela vacina teria que pagar por toda essa infra-estrutura. Por falta de verbas e pelas dificuldades de locomoção optei por continuar com os corticoides.

Só que eles serviam mais pra controlar as crises (e me deixar inchada) do que resolver o problema. E acordar (ou não dormir?) com os olhos inchados, nariz trancado… enfim, quem já teve alergia sabe como é esse sofrimento. Já tava me conformando com a ideia de fazer o tal tratamento e tomar injeções diárias quando fui procurar mais um médico que falou das tais vacinas sublinguais, que eu poderia guardar em casa (na geladeira!) e aplicar por conta própria.

Estou no meio do terceiro vidrinho (cada um dura mais ou menos um mês) e os resultados tem sido bem satisfatórios, meu nariz tá menos inchado, sinto mais cheiros e respiro infinitamente melhor. Acho que fiquei tanto tempo alérgica que nem lembrava mais disso. Mas como nem tudo é um mar de rosas… a cada troca do vidro (por um de concentração maior) sofro bastante com sono, cansaço, dor-de-cabeça (e um consequente mal-humor). Espero que ao longo desses 3 anos de tratamento esses sintomas sejam amenizados, mas só de dormir melhor no resto do tempo já fico aliviada.

Fora isso a vida segue…

Dia 20 de dezembro fui pra Brusque, onde fiquei por uma semana na casa dos meus pais (incluindo o Natal, que no meu caso é sempre uma mega reunião da minha família materna no dia 24 à noite e um almoço – que esse ano foi bem bacana – com a minha família paterna no dia 25!), e de lá fui pro norte do Paraná (Londrina e Cornélio Procópio), onde passei uns dias com os pais do Rafael. Voltei pra Curitiba no dia primeiro, dia 2 completei 26 anos de vida e dia 3 voltei a trabalhar.

Ah, no final do ano o Rafael passou no mestrado de design da UFPR, e em breve ele vai largar o emprego pra voltar a ser estudante-bolsista e freelancer, o que quer dizer que vou ter um marido dono de casa!

O ano mal começou (ok, janeiro já tá quaase acabando!) e eu já tô na correria, mas vou tentar voltar postar uns looks mais inspirados aqui de vez enquanto (e postar mais sobre a vida também…).

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Casa Vilanova Artigas

Mais uma boa descoberta curitibana! Não sei se tá muito na cara, mas sou uma pessoa bem urbana, dessas que curtem sair andando pela cidade pra descobrir cada cantinho dela, especialmente os que não estão nos guias turísticos. Tem gente que curte praia, tem gente que curte mato, eu gosto mesmo de cidades. Além disso, me considero completamente movida pela curiosidade. Tenho uma séria dificuldade em manter meu foco em apenas uma área do conhecimento, e não é a toa que fui acabar trabalhando com planejamento e pesquisa em uma agência digital. Comunicação, cibercultura, moda, arquitetura e arte são só uma parte dos meus muitos interesses.

Depois dessa breve apresentação, fica mais fácil entender porque ando tão fascinada por alguns movimentos arquitetônicos modernistas, como o funcionalismo da Bauhaus e a arquitetura orgânica do Frank Loyd Wright e lendo bastante sobre eles. Claro que nesse caldeirão de referências, o modernismo brasileiro ocupa um espaço bem especial no meu coração. Já demonstrei um pouco desse interesse aqui, naquele post que fiz em Londrina no começo do ano, onde falei do Vilanova Artigas, um importante arquiteto modernista nascido em Curitiba que projetou alguns prédios bem bacanas praqueles lados.

É dele também o projeto dessa casa, construída em 1953 na Rua da Paz aqui em Curitiba, onde hoje funciona uma instituição privada sem fins lucrativos que divulga a obra do Vilanova Artigas e promove ações em prol dos conhecimentos de arquitetura (mais infos no link). Na casa, que é aberta a visitação aos sábados, rola também uma livraria e um café bem simpático. Não é muito divulgada mas pra quem curte essas coisas vale muito a pena conhecer!

Pro passeio, que incluiu uma voltinha e almoço no Mercado Municipal (que fica ali perto!) antes, look cinza com bolsa colorida, bem a minha cara. Alguém ainda aguenta ver essa bolsa Marc Jacobs Special Items e essa sapatilha da Santa Lolla aqui? O shortinho é novo, da coleção da Carina Duek pra C&A! Ele é de couro fake, curtinho, veste bem e foi difícil resistir. Já sabia que ia querer desde que vi o lookbook da coleção, e fiquei bem triste de não encontrá-lo na loja do Mueller na quinta! Daí sexta fui na loja do calçadão e bingo! Lá estava ele… gostei de outras peças também, mas resisti bravamente e mantive o foco no shorts, que sei que vou usar bastante assim mesmo, com meia-calça, porque é quase impossível sair sem ela aqui em Curitiba, mesmo no verão.

A regata podrinha cinza é da primeira coleção da Gisele Bündchen pra C&A (comprada em liquidação!), blusa de lã da C&A guerreira (da época de Londrina ainda!) e jaqueta perfecto comprada numa loja de pontas de estoque que rola no centro de Curitiba. Não lembro o nome da loja, mas fica naquela ruazinha da frente do Shopping Metropolitan! Volta e meia tem algumas coisas bacanas ali, vale o garimpo!

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Feriado chuvoso

15 de novembro e continua fazendo frio em Curitiba. Como lidar?

Fiquei por aqui no feriadão porque trabalhei ontem. Sim, trabalhei. Vida de agência no fim de ano significa projetos pra serem finalizados dentro do prazo e muita correria, o que quer dizer, sem feriado emendado pra você, fia. Até queria xingar muito os clientes que fazem isso com a gente no Twitter (haha), mas além de ser contra as regras do bom uso das mídias sociais, choveu o feriado inteiro mesmo, então não sei se queria ter viajado anyway. E graças a esse clima maravilhoso (só que ao contrário), não consegui concluir metade dos meus projetos em casa (chuva e frio dão preguiça, saca?), então ter trabalhado ontem nem fez tanta diferença mesmo. Desconfio, no fim das contas, que eu só ia ter dormido mais. Mais do que já dormi.

Daí que hoje, na tentativa de sair um pouco de casa, fomos conhecer a nova Rua 24h. Aquela famosa, que foi fechada logo depois que fui embora daqui em 2005 e reaberta semana passada. Eu sempre passava por ali naquela época, já que fiz cursinho no Dom Bosco da Emiliano que fica exatamente nos fundos. Ela ainda era charmosa apesar de bem abandonada, os pontos comerciais eram ultra decadentes e o lugar não era considerado nem um pouco seguro. Apesar desse tempo todo fechada, acho que a reforma valeu bastante a pena: a rua tá linda toda branca e iluminada, mesmo com quase todos os pontos comerciais ainda fechados.

Espero que o lugar volte (logo!) a ser ponto turístico importante, afinal é um dos símbolos do mobiliário urbano da cidade, junto com a estufa do Jardim Botânico, a Ópera de Arame e até as estações-tubo do biarticulado. Pra quem não conhece essa história e é curioso, vale a pena dar uma pesquisada no Google. Mobiliário urbano é considerada uma parte importante da personalidade de qualquer cidade e Curitiba soube construir isso muito bem, pena que foi largando aos poucos… Uma curiosidade engraçada sobre a rua e eu, é que meu irmão visitou Curitiba com o colégio antes de mim (acho que ele tava na quinta-série ou algo assim, foi no ano que ele mudou de colégio, o único em que um de nós dois não estudou no São Luis), e uma das lembranças que ele levou pra mim foi um cartão-postal da tal Rua 24h, que ficou pra sempre guardada na minha memória. Cada vez que vou lá lembro desse cartão, que tinha o desenho dos arcos e das luminárias de bolinha! Enfim, um lugar pra ser admirado.

Pra enfrentar o vento gelado, nada melhor que um sobretudo pesado de lã. É uma dessas peças básicas no guarda-roupa de quem mora em lugar gelado que muitas vezes as pessoas tem medo de investir porque custa caro, mas acreditem, vai salvar você em muitas situações! O que usei hoje é da Seiki, e apesar de não ser 100% lã (é uns 70%) é super quientinho. Acho que se tivesse que escolher um único casaco do meu guarda-roupa inteiro seria ele!

Por baixo, vestidinho florido com gola Peter Pan de renda comprado na última liquidação da Zara (pechincha!) que eu acho muita fofura, meia calça fio 40 + meia 3/4 preta e bota Santa Lolla. A bolsa é BDG (comprada na Urban Outfitters) e me acompanha desde que fui pra Nova York ano passado. Ah, na primeira foto tô com um cachecol comprado na Renner, que também ajuda bastante quando faz frio e tá ventando na rua.

Então fica a dica: não é só porque tá frio que você tem que, necessariamente, sair socada de roupas! Pelo menos enquanto o problema maior for o vento gelado e não a temperatura (que no caso não tá tão extrema!), um bom sobretudo é suficiente pra manter o corpo quentinho. ;)

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